Diz-se do leitor proficiente
aquele que consegue ler, decifrar os códigos e interpretar o texto em toda sua
complexidade, suas informações implícitas, pressupostos e subentendidos. Mas o que torna alguém um leitor
proficiente?
Ao pensar na leitura lembro-me de
que minha mãe sempre leu para mim e meu irmão antes de dormirmos e isso sempre
me fez querer aprender a ler. Foi um incentivo para mim. O mais engraçado é que
atuou de forma diferente em meu irmão. Ele não tem a paixão pela leitura que eu
adquiri com o passar dos anos. Eu, logo
que aprendi a ler, lia de tudo, até bula de remédio e fórmulas de pasta de
dente, shampoo ou o que tivesse a mão. Pode parecer engraçado, mas passei a
devorar tudo o que era escrito. Acredito na importância da leitura em casa, do
hábito da família como primeiro incentivo a leitura, mas deve partir da criança
o desejo pelo conhecimento.
Nas escolas o incentivo deve
partir dos professores, da mesma forma que em casa. Se o professor não lê não
poderá nunca ensinar ao aluno a paixão, o desejo, pelo conhecimento e prazer da
leitura. O “bom leitor” só se forma lendo e com prazer. É uma relação de amor
com as letras, palavras, códigos, significados, e outros que se descobre e
re-descobre a cada livro, texto ou até bula de remédio.
As crianças e jovens de hoje, com
sua internet, Orkut e MSN, entre outros, lêem muito, mas qual a qualidade do
que estão lendo? A velocidade da informação nos faz correr cada vez mais com a
aprendizagem e o conhecimento fica vago e superficial. Os professores mesmo não
estão mais lendo como os de antigamente. Como ensinar o que não se sabe? Ou o
valor da leitura realmente se perdeu?
O desejo na criança pelo
conhecimento ainda existe e eles buscam isso o tempo todo nos meios de
comunicação. Informação sem direcionamento, sem uma orientação, é nada. O papel
dos pais e educadores é ser essa seta, apontar a direção e auxiliar na formação
da criança. Bem direcionada, a criança seguirá seu caminho: do mundo, da
leitura, do conhecimento.
Ainda tenho esperanças e por isso
decidi ser professora, por isso resolvi estudar Letras. Quero poder passar para
meus futuros alunos o desejo, essa paixão pelo conhecimento de mundo,
ensiná-los a ler e afastando-os cada vez mais de tornarem-se analfabetos
funcionais.
Legal Mary, mas procure elevar seus objetivos, busque ser a professora do primeiro Nobel brasileiro, para influenciar muitos professores, e mudar a realidade da educação brasileira! Você disse "afastando-os cada vez mais de tornarem-se analfabetos funcionais." e isso é o mínimo, devemos pensar no máximo, e viver ao máximo!
ResponderExcluirGostei muito do texto pois comungo das mesmas ideias.
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